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Crescimento Sustentável

Pilares e Diretrizes da JBS

Desde sua fundação nos anos 50 no Brasil Central, a JBS vem dando atenção especial as questões ambientais. Sua matéria prima depende do ambiente em que é produzida e preservá-la é fundamental. O comprometimento da Companhia com a natureza busca a perenidade de seus negócios. Em 2010, a JBS divulgará ao mercado um documento oficial, que reunirá as Diretrizes de Sustentabilidade que orientam as praticas da Companhia, sendo que grande parte já são projetos específicos e em execução dentro da JBS, outros serão iniciativas a serem implantadas e que terão por objetivo perenizar os negócios da JBS e os setores de atuação da Companhia. Para a elaboração destas Diretrizes foram consultados os integrantes do Comitê de Sustentabilidade, quarenta e dois integrantes da Alta Administração, incluindo membros do Conselho e Diretores Operacionais, além das Avaliações realizadas com Quatrocentos e Cinqüenta Colaboradores no nível de formadores de opinião.

As Diretrizes abrangem os três pilares da sustentabilidade: Dimensão Ambiental, Social e Econômico e contemplam Macrodiretrizes, Diretrizes Gerais e Diretrizes Específicas.

A dimensão Ambiental tem como macrodiretriz a cadeia de produtos e como diretrizes gerais, os fornecedores e os processos industriais. No caso dos fornecedores, o foco é fortalecer as relações com estes stakholders por meio de Boas Práticas socioambientais. Neste sentido, a JBS fomentará as Boas Práticas no Agronegócio (BPA), assegurará a origem da matéria prima com critérios socioambientais e contribuirá para a Sustentabilidade do agronegócio. Em relação a Diretriz dos processos industriais, os desafios da JBS são: assegurar o cumprimento Legal, Implementar Ecoeficiência e Implementar ações de melhoria contínua nos processos industriais.

Estas diretrizes reafirmam o compromisso da JBS frente às questões de meio ambiente que sempre fizeram parte da gestão da Companhia, justamente por isto criamos no ano 2000 o Departamento de Meio Ambiente, cuja a preocupação é atuar com excelência e de forma pioneira frente as questões do meio ambiente, otimizando o uso dos recursos naturais de maneira sustentável.

Esta área ampliou o seu escopo de atuação, o que resultou em 2008 na criação de um Comitê dedicado exclusivamente aos assuntos de Sustentabilidade, o qual reporta diretamente ao Conselho de Administração. Este Comitê criou diretrizes que norteiam as operações da JBS, que atribui uma preocupação em especial na garantia da procedência de bovinos originados de propriedades que não estejam em conformidade com a legislação.

Esta visão vai além do cumprimento das leis vigentes e reflete em ações espontâneas e pioneiras no setor onde atuamos.
No que tange a Dimensão Social, a JBS destaca os seguintes aspectos: a Gestão Interna, o Mercado e a Sociedade, o Setor Público e o Privado e a Comunicação Externa.

Acreditamos que um dos nossos principais diferenciais competitivos é a qualidade das pessoas, por acreditarmos que por mais simples que seja a função, pessoas preparadas e motivadas fazem a diferença, atribuímos ao Capital Humano o maior patrimônio de nossa empresa. Principalmente através das pessoas conseguimos inovar, criar, melhorar e crescer. Este capital bem direcionado e apoiado nos permite alcançar os resultados necessários para perpetuar a empresa.

Atuamos como referência e agente colaborador de mudanças na preservação do meio ambiente e valorização do ser humano, além de atuarmos no desenvolvimento da consciência da sociedade ao promovermos conhecimento, educação e comprometimento.

O principal foco da “Gestão Interna” são as pessoas, e o desafio é empregar dentro da Companhia mecanismos para atrair, reter e desenvolver profissionais através das melhores práticas em RH. Outros desafios incluem: reforçar ainda mais a gestão junto aos colaboradores fazendo pesquisas de clima, estruturar gestão de funcionários terceirizados e implantar Programa de Comunicação Interna de Sustentabilidade.

No âmbito do “Mercado e Sociedade” o foco são as comunidades locais. Neste sentido, a JBS tem como missão mapear os impactos diretos e indiretos nas comunidades locais e fortalecer o Desenvolvimento de Projetos Sociais.

No setor Público e Privado, a JBS visa participar e contribuir na elaboração das Políticas Públicas nos municípios onde a empresa está inserida através da contribuição na Elaboração de Políticas Públicas. Por fim, a Comunicação Externa tem como objetivo estruturar programas de comunicação externa nos âmbitos global e local através do fortalecimento do Programa de Comunicação com Clientes, ações de marketing e comunicação e promoção do Programa de Comunicação em Sustentabilidade. (rever)

A Dimensão Econômica tem como diretrizes gerais a Atuação Global, que visa garantir a uniformidade dos processos e procedimentos da JBS em todas as plataformas de negócios da empresa através da implementação de direcionamentos corporativos, implementação de gestão do conhecimento, implantação da Governança para a Sustentabilidade Global, elaboração de um planejamento de Sustentabilidade e fortalecimento e engajamento de todas as partes interessadas.

Política de Sustentabilidade, Nossa Liderança e Prioridades

A preocupação com o aquecimento global é uma pauta que está no topo da lista da agenda da JBS e do mundo inteiro. O Efeito Estufa é um complexo e delicado mecanismo que controla e mantém a temperatura do Planeta. Quando a concentração destes gases aumenta significativamente, a temperatura da Terra se eleva.

O Brasil usufrui do benefício de possuir uma economia de baixo carbono e o nosso desafio no futuro próximo é transformar essas circunstâncias favoráveis em vantagens competitivas.

O Brasil é um dos maiores produtores e fornecedores de alimentos do mundo, e ocupa esta posição de destaque que é fruto de elevados investimentos em tecnologia e pesquisa, dos ganhos de produtividade em função dos processos adotados e do uso generalizado de técnicas de cultivo direto, somados às vantagens naturais como condições meteorológicas amenas, disponibilidade de água e abundância de terras próprias para a agricultura.

Nesse cenário, a JBS está investindo em modernas tecnologias. Conheça as ações e medidas adotadas pela JBS que contribuem para o meio ambiente e diminuição da liberação dos GEEs – Gases de Efeito Estufa na atmosfera.

A JBS assume papel de protagonismo nos setores em que atua. Diante desta liderança, a JBS acredita que possui responsabilidades no que tange o meio ambiente, a sociedade e o relacionamento sustentável e perene com seus clientes e consumidores.

A Companhia adotou desta forma prioridades quando o assunto é a Sustentabilidade:
  • Compromisso com a saúde e qualidade de vida de seus colaboradores;
  • Utilização sustentável de recursos;
  • Parcerias com organizações internacionalmente reconhecidas;
  • Consciência e sensibilidade cultural;
  • Preocupação com o Clima;
  • Gerenciamento de resíduos e de desperdício de materiais.

Linha do Tempo dos Nossos Compromissos em Sustentabilidade

2000
  • Estruturação do Departamento de Meio Ambiente. (Detalhar)

2004

  • Lançamento do Manual de Conduta Ética da JBS
  • Este manual contém diretrizes que ajudam a orientar os colaboradores da JBS a conduzir todas as atitudes dentro da empresa. Neste Manual estão dispostos os 6 valores básicos que a JBS valoriza: Planejamento , Disciplina, Obstinação, Franqueza, Simplicidade e Disponibilidade. Sempre que um novo colaborador é contratado, ele recebe este manual impresso, lê e assina, se comprometendo a segui-lo.
  • Lançamento da Linha de Produtos Orgânicos. (Detalhar)

2005
  • Adesão ao Pacto Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil Análogo ao Trabalho Forçado
    O pacto é uma iniciativa do Instituto Ethos, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da ONG Repórter Brasil. Ao aderirem a este pacto,as empresas se comprometem a não comercializar com pessoas e empresas que figuram na "lista suja" do trabalho escravo, sendo monitoradas quanto ao cumprimento do compromisso.

2006
  • Inclusão de cláusula no contrato de Boi a Termo relativa a obrigatoriedade do cumprimento das normas de Trabalho e Meio Ambiente.
  • Criação do Programa Quality Farm.

2007
  • Participação do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS).
  • Criação da Florestal, empresa que pertence a Holding J&F.

2008
  • Criação do Comitê de Estratégia Empresarial e Sustentabilidade
    O Comitê de Estratégia Empresarial e Sustentabilidade é presidido pelo Dr. Marcus Vinicuius Pratini de Moraes e tem como principal objetivo propor políticas e medidas com o intuito de desenvolver os negócios da companhia, no plano nacional e internacional , e a sua adequação com o objetivo de assegurar a sustentabilidade dos negócios da JBS.
  • Criação de um Programa de Treinamento aos Compradores de Gado (detalhar)
  • Pacto da Pecuária da Iniciativa Conexões Sustentáveis São Paulo-Amazônia
  • Este pacto foi assinado em 15 de outubro de 2008 durante o seminário de Conexões Sustentáveis com o objetivo de chamar a atenção da população, empresas e poder público para a responsabilidade que todos os setores da sociedade paulistana tem com relação à preservação e valorização da floresta, comunidades locais, produtos e serviços.

2009
  • Elaboração do Documento “Orientação aos Compradores” (detalhar)
  • Pacto de Sustentabilidade com Wal Mart
  • O pacto foi firmado em 23 de junho de 2009. Os principais compromissos deste pacto são: não participar do financiamento, uso, distribuição, comercialização e consumo de produtos pecuários que tenham  ilegalidade em sua cadeia, principalmente desmatamento e trabalho análogo ao escravo; Solicitar aos fornecedores de carne bovina cópias da Guias de Trânsito Animal (GTA) anexadas às notas fiscais ou sistema de informação que cumpra essa função e identificação da fazenda de origem e fazer um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos comercializados pelo Wal-Mart não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia.
  • Participação do Carbon Disclosure Project – CDP. (detalhar)
  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) da JBS Brasil referente ao ano base de 2008. (detalhar)
    Criação do Instituto JBS
  • O Instituto JBS é o braço social do Grupo JBS e compartilha com a empresa os mesmos princípios, que consiste na busca permanente de inovar e empreender para construir uma sociedade mais justa, sempre dentro de parâmetros rigorosos de ética e de qualidade. O principal objetivo do Instituto consiste em materializar ideias que sempre fizeram parte das preocupações dos fundadores da JBS. São dezenas de iniciativas desenvolvidas em todas as frentes da organização, em áreas como combate ao trabalho escravo, apoio a projetos comunitários, propostas de desenvolvimento sustentável, agora reunidas sob a gestão do Instituto JBS.
  • Criação da Escola Germinare
  • A Escola Germinare é uma iniciativa social do Instituto JBS, que vê na Educação o principal instrumento de transformação de qualquer sociedade. O objetivo fundamental da JBS é formar cidadãos muito bem preparados do ponto de vista acadêmico e humano, com repertório cultural amplo, valores éticos consolidados e atitudes positivas diante da vida e da sociedade.

Compromissos para os próximos 5 anos

Para a JBS é importante assumir a excelência em todos os âmbitos de sua atuação e o tema Sustentabilidade é tratado pela Companhia com seriedade e com um olhar para o futuro, cujo foco é perenizar os negócios da JBS e a cadeia como um todo.

Por isso, a empresa assumiu 6 compromissos para os próximos 5 anos.

Redução de emissões de gases de efeito estufa
A JBS tornou-se a primeira empresa do mundo a registrar um projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) no setor da pecuária. Esta conquista reafirma o pioneirismo da JBS, pois com este projeto contribui com a redução do aquecimento global, assunto que hoje é tema de grande preocupação, discutido no âmbito global.

Em 2006, a empresa passou a considerar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo como uma oportunidade de acelerar suas ações em sustentabilidade, e em especial com um projeto inédito de Crédito de Carbono para o tratamento de efluentes em frigoríficos do grupo. A partir deste projeto a JBS estruturou um programa de sustentabilidade focado em mitigar os riscos em mudanças do clima.

Para a estruturação deste projeto a JBS utilizou uma metodologia aprovada na ONU, qual seja, a metodologia de pequena escala AMS III-I – “Produção de metano evitada em tratamento de efluentes pela substituição de lagoas anaeróbicas por sistemas aeróbicos”. O projeto foi validado e aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança do Clima do Brasil, reconhecendo a contribuição do projeto para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Finalmente, em março de 2010 o projeto foi registrado no Conselho Executivo da ONU, tornando-se o primeiro projeto de MDL em frigoríficos registrado no mundo.

“Através desse projeto 43.154 Tco2e de créditos de carbono por ano deixam de ser emitidos para a atmosfera. Esse fato, além de ser um marco no setor da pecuária mundial, reafirma o nosso compromisso de atuar de forma sustentável, garantindo os investimentos para melhorias no tratamento de efluentes das demais unidades e, através das receitas advindas dos créditos de carbono a serem gerados, reforçaremos a nossa atuação social nos locais onde estamos presentes”. Incluir fonte.  

Utilização de biomassa como fonte de geração de energia

A iniciativa da adoção da utilização de fontes de energias renováveis, pela empresa JBS, que incluem biomassa, como combustível de queima nas caldeiras e que permitem emissões nulas, ou quase nulas de gases do efeito estufa, além de reduzir as outras emissões poluentes. Uma solução simples, a adoção de energias renováveis, onde a Conferência de Joanesburgo deu um grande impulso a esta tendência, tendo em vista os resultados benéficos desta estratégia na redução de poluição, geração de empregos e redução de pobreza, permitindo que o desenvolvimento seja sustentável e não agrida o meio ambiente. 

  • Através da queima de biomassa, a caldeira gera o vapor à temperatura de 520ºC e pressão de 67 kgf/cm2 para funcionamento de uma turbina a vapor que aciona um gerador de 35.000 kVA de potência;
  • A biomassa adquirida é transportada das “Usinas” até a Central, por caminhões graneleiros, onde é armazenado em pátio e em área coberta de onde é transportado até a caldeira por meio de esteiras automatizadas, de maneira a dosar a quantidade ideal de bagaço para a queima, mantendo alto rendimento e boa performance para a geração de 150 toneladas de vapor por hora;
  • Após a conversão termodinâmica ocorrida na turbina de condensação/extração, o vapor com menor pressão e temperatura segue para o processo industrial das unidades onde é utilizado para aquecimento, completando desta forma o ciclo de cogeração de alta eficiência;
  • Temos uma produção de energia elétrica em torno de 28 MW, dos quais 4 MWmédios  são exportados para o SIN (Sistema Interligado Nacional);

Uso de biodiesel na frota de caminhões do Grupo
No mundo globalizado e competitivo, um dos termômetros da riqueza de um país é a geração de energia. A grande aposta para os novos tempos é o que muitos classificam como “o ciclo da biomassa”.

O Biodiesel é a energia renovável do futuro, pois sua produção envolve responsabilidades de cunho social e respeito ao meio ambiente, além disso, sua matéria-prima é disponível de forma abundante no Brasil.

A utilização do B20 (20% de biodiesel misturada em 80% de diesel) em frota própria e transportes coletivos urbanos garantem reduções nas emissões de monóxido de carbono (CO), do material particulado (MP) e dos hidrocarbonetos (HC). Além das vantagens ambientais e do impacto positivo na economia, o uso dessa mistura não implica em modificações mecânicas nos automotores.

Para 2010 foi aprovada a mistura de 5% de biodiesel ao diesel convencional, o que comprova a confiança do governo na indústria do Biodiesel.

A sustentabilidade está presente na Brasbiodiesel que atenta às questões socioambientais, apóia a Agricultura Familiar por meio do Programa “Selo Combustível Social”, fomentando a prática agrícola no Sudeste e Centro-Oeste do país. Além disso, desenvolve um projeto de coleta de óleo de cozinha usado transformando-o em biocombustível.  

Programa de larga escala de reflorestamento e Compromisso com o desmatamento ilegal
  • Monitoramento por imagens de satélite de todo Bioma Amazônico;
  • As coordenadas coletas são utilizadas no Monitoramento;
  • Ampliação e treinamento das equipes coletoras das coordenadas;
  • Cooperação e Apoio Financeiro na implementação da GTA Eletrônica – Guia de Trânsito Animal nos estados do Bioma junto ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A GTA serve como instrumento de comprovação de origem (rastreabilidade) e complemento ao monitoramento com nota Fiscal da venda do gado;
  • Sistema de rastreabilidade de produtos e subprodutos, na indústria, comprovando e demonstrando uma relação com a origem dos animais;
  • Fomento e apoio aos produtores na obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Licença Ambiental e Regularização Fundiária.

Implementação do SGA – Sistema de Gestão Ambiental nas unidades industriais Dentro das estratégias de gestão do Departamento (citar dpto) está a padronização do SGA (Sistemas de Gestão Ambiental) em todas as plantas industriais e inclui a consolidação dos programas voltados para o desenvolvimento de tecnologias, revisão de processos produtivos, gerenciamento de resíduos, eliminação desperdícios, entre outros, que visam identificar as oportunidades e riscos das atividades.

O projeto piloto esta em fase de implantação na unidade de Campo Grande – MS.  

Apoio ao sistema brasileiro de rastreabilidade

A JBS S.A. Assinou em dezembro de 2009 um protocolo de Intenções junto aos Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, o Governo do Estado do Pará, A Agencia de Desenvolvimento Agropecuária do Estado do Pará – ADEPARA, A Associação Brasileira de Supermercados ABRAS, A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará – FAEPA, O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para a implantação da guia de trânsito animal eletrônica georreferenciada – GTA Eletronica no estado do Pará.

Pecuária Sustentável

Para difundir práticas sustentáveis, investimos em projetos direcionados à cadeia produtiva. Nos dois últimos anos, nossa empresa deu importantes passos ao criar o Programa de Procedimento de Compra de Gado, implantado primeiramente na unidade industrial de Marabá (PA). O projeto tem como objetivo estabelecer um conjunto de critérios para credenciamento de fazendas, que incluem a não condenação por trabalho escravo, por grilagem de terras, por violência agrária, por desmatamento ilegal e por não possuir ou criar gado em áreas indígenas.

Ainda para contribuir com a evolução responsável da pecuária e estabelecer sistemas de produção em bases sustentáveis, criamos o Programa Piloto de Assistência Técnica em parceria com o Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM) e a ONG Aliança da Terra.

Por meio de uma equipe técnica especializada, fornecedores da empresa recebem orientações sobre como implementar boas práticas agrícolas e de manejo. A idéia é difundir o uso mais eficiente do pasto, aumentando a produtividade e diminuindo a pressão por novas áreas de pastagens.

Iremos expandir o nosso programa de capacitação e excelência de fornecedores, em parceria com integrantes da sociedade civil e ONGs comprometidas com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Também estamos de acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), que cumpre o Decreto 6.514 o qual proíbe adquirir, intermediar, transportar ou comercializar produto ou subproduto de origem animal ou vegetal produzido sobre área objeto de embargo, integramos o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, promovido pelo Instituto Ethos, e utilizamos as informações disponibilizadas por órgãos como o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para nos certificarmos que o produtor não usufrui de terras griladas.

Critérios Sócio Ambientais da JBS na aquisição de matéria-prima
A JBS S/A possui processos e procedimentos implementados em relação a gestão de todos os seus fornecedores. Incluiu (?) a cláusula no contrato de Boi a Termo relativa a obrigatoriedade do cumprimento das normas de Trabalho e Meio Ambiente (2006). Esta é uma modalidade de comercialização usada para possibilitar a venda futura dos bovinos e assegurar lucratividade perante aos custos de produção. Ao assinar esse documento o vendedor se compromete e assim o comprador condiciona a efetivação do negócio às condicionantes e caso contrário é de direito o cancelamento do contrato. (Rever)  

Gestão de Controle de origem dos animais (Bovinos)

A JBS seleciona os seus fornecedores e usa “check-lists” para garantir o atendimento às legislações relacionadas ao uso da terra, condições laborais, proteção de áreas indígenas e as demais leis aplicáveis:

Itens de Verificação a cada aquisição:
  • *Áreas Embargadas por desmatamento ilegal
  • **Trabalho Escravo
  • Invasão de Terras Indígenas e Áreas de Proteção Ambiental (APA)
  • Exclusão por Grilagem e Violência no campo.

Ref.: *IBAMA – Decreto 6321 de 21 de dezembro de 2007 – Portaria n° 19 de 2 de julho de 2008 ou lei 9.605/98 e ** MTE - Ministério do Trabalho e Emprego: Portaria 540/2004 de 15/10/2004  

Ações da JBS para evitar o desmatamento

a) Monitoramento por imagens de satélite de todo Bioma Amazônico;
b) As coordenadas coletas são utilizadas no Monitoramento;
c) Ampliação e treinamento das equipes coletoras das coordenadas
d) Cooperação e Apoio Financeiro na implementação da GTA Eletrônica – Guia de Trânsito Animal nos estados do Bioma junto ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A GTA serve como instrumento de comprovação de origem (rastreabilidade) e complemento ao monitoramento com nota Fiscal da venda do gado;
e) Sistema de rastreabilidade de produtos e subprodutos, na indústria, comprovando e demonstrando uma relação com a origem dos animais; Fomento e apoio aos produtores na obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Licença Ambiental e Regularização Fundiária;  

Fomento e incentivo à cadeia pecuária bovina
Programa de assistência técnica para fornecedores diretos e indiretos. Este programa objetiva o aumento da produtividade por área, visando reduzir a pressão por novos desmatamentos e, implementação no processo de Regularização Fundiária e Sócio Ambiental.

Destaques Sustentáveis

JBS é a primeira empresa do setor de produção de carne bovina do mundo a obter Registro de Créditos de Carbono junto à ONU
JBS registra primeiro projeto do mundo de redução de emissões de gases de efeito estufa – GEE, com isso o Programa de Sustentabilidade da Companhia é o primeiro no setor de frigoríficos de bovinos a obter registro da ONU.

Para a JBS a sustentabilidade é um valor importante, por isso tem incorporados em sua Governança Corporativa os conceitos de responsabilidade social, respeito ao meio ambiente, conduta ética e desempenho econômico. Com este foco e para atender às demandas das partes interessadas em relação a suas atividades, tornou-se a primeira empresa do mundo a registrar um projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) no setor da pecuária. Esta conquista reafirma o pioneirismo da JBS, pois com este projeto contribui com a redução do aquecimento global, assunto que hoje é tema de grande preocupação, discutido no âmbito global.

Em 2006, a empresa passou a considerar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo como uma oportunidade de acelerar suas ações em sustentabilidade, e em especial com um projeto inédito de Crédito de Carbono para o tratamento de efluentes em frigoríficos do grupo. A partir deste projeto a JBS estruturou um programa de sustentabilidade focado em mitigar os riscos em mudanças do clima. Este mecanismo consiste na recuperação de subprodutos gerados a partir da atividade industrial do frigorífico, que transforma o que seria resíduo em matéria-prima.

O compromisso da JBS frente as questões de meio ambiente sempre fizeram parte da gestão da Companhia, que desde 2000 criou o Departamento de Meio Ambiente, cuja a preocupação é atuar com excelência e de forma pioneira frente as questões do meio ambiente, otimizando o uso dos recursos naturais de maneira sustentável. Esta área ampliou o seu escopo de atuação, o que resultou em 2008 na criação de um Comitê dedicado exclusivamente aos assuntos de Sustentabilidade, o qual reporta diretamente ao Conselho de Administração. Este Comitê criou diretrizes que norteiam as operações da JBS, que atribui uma preocupação em especial na garantia da procedência de bovinos que não estejam em conformidade com as legislações ambiental e social.

Em relação ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, a empresa possui um planejamento de melhorias em seus sistemas de tratamento de efluentes utilizando os potenciais créditos de carbono como elemento de viabilidade desses investimentos. Dentre as diversas iniciativas, em março de 2010, a JBS S.A obteve o seu primeiro projeto Registrado junto ao Comitê Executivo da ONU. Este projeto refere-se a emissões evitadas de metano no tratamento de efluentes em uma de suas unidades instalada no bioma amazônico (Barra dos Garças – MT).

Para a estruturação deste projeto a JBS utilizou uma metodologia aprovada na ONU, qual seja, a metodologia de pequena escala AMS III-I – “Produção de metano evitada em tratamento de efluentes pela substituição de lagoas anaeróbicas por sistemas aeróbicos”. O projeto foi validado e aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança do Clima do Brasil, reconhecendo a contribuição do projeto para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Finalmente, em março de 2010 o projeto foi registrado no Conselho Executivo da ONU, tornando-se o primeiro projeto de MDL em frigoríficos registrado no mundo. “Através desse projeto 43.154 Tco2e de créditos de carbono por ano deixam de ser emitidos para a atmosfera. Esse fato, além de ser um marco no setor da pecuária mundial, reafirma o nosso compromisso de atuar de forma sustentável, garantindo os investimentos para melhorias no tratamento de efluentes das demais unidades e, através das receitas advindas dos créditos de carbono a serem gerados, reforçaremos a nossa atuação social nos locais onde estamos presentes”.  

A JBS e o setor de BIODISEL
A Divisão de Biodiesel da companhia tem capacidade instalada para a produção anual de milhões de litros de biodiesel, a partir de óleos vegetais e gordura animal. Sediada em Lins (SP), a unidade está instalada em uma área de 30 mil metros quadrados de construção, dentro de um complexo industrial de 500 mil metros quadrados.
Totalmente automatizada, a planta conta com um moderno sistema de produção e de análises laboratoriais para garantir a qualidade desta alternativa energética e atender as normas nacionais e internacionais.

Recentemente, o laboratório de análises da Divisão foi autorizado a certificar a qualidade do biodiesel produzido por outras empresas, utilizando os critérios exigidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A Empresa ainda desenvolve pesquisas, por meio de parcerias, para medir o desempenho do biodiesel em sua utilização.
Atenta às questões socioambientais, a Divisão também apóia a Agricultura Familiar por meio do programa Selo Combustível Social, fomentando a prática agrícola no Sudeste e Centro-Oeste do país. Além disso, desenvolve um projeto de coleta de óleo de cozinha usado, transformando-o em biodiesel.
É o compromisso da JBS com o desenvolvimento sustentável do Brasil.

No mundo globalizado e competitivo, um dos termômetros da riqueza de um país é a geração de energia. A grande aposta para os novos tempos é o que muitos classificam como “o ciclo da biomassa”.

O Biodiesel é a energia renovável do futuro, pois sua produção envolve responsabilidades de cunho social e respeito ao meio ambiente, além disso, sua matéria-prima é disponível de forma abundante no Brasil.
A utilização do B20 (20% de biodiesel misturada em 80% de diesel) em frota própria e transportes coletivos urbanos garantem reduções nas emissões de monóxido de carbono (CO), do material particulado (MP) e dos hidrocarbonetos (HC). Além das vantagens ambientais e do impacto positivo na economia, o uso dessa mistura não implica em modificações mecânicas nos automotores.

Para 2010 foi aprovada a mistura de 5% de biodiesel ao diesel convencional, o que comprova a confiança do governo na indústria do Biodiesel.

A sustentabilidade está presente na Brasbiodiesel que atenta às questões socioambientais, apóia a Agricultura Familiar por meio do Programa “Selo Combustível Social”, fomentando a prática agrícola no Sudeste e Centro-Oeste do país. Além disso, desenvolve um projeto de coleta de óleo de cozinha usado transformando-o em biocombustível.

A Divisão Biodiesel em prol do meio ambiente esta com uma nova iniciativa visando aperfeiçoar o Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais. A partir do mês de abril/2010, serão iniciados testes com um novo equipamento chamado Coalescedor, que tem como princípio juntar fluidos imiscíveis na água, diminuindo relativamente a carga orgânica que atualmente é encaminhada para o Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais.  

JBS participou em dezembro de 2009 da Convenção “COP15” de Mudanças Climáticas na Dinamarca
Há mais de uma década a ONU promove encontros para discutir o aquecimento global e estabelecer regras para combatê-lo. Com intuito de traçar os objetivos a serem cumpridos frente ao tema “Mudanças Climáticas”, líderes de todo o mundo se reuniramem Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro de 2009. A COP15, como o nome já sugere, foi o décimo quinto encontro realizado pelos países signatários da Convenção que marcou o início das discussões sobre a Mudança Climática, acordo firmado durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, que estabeleceu diretrizes para uma coordenação internacional contra o aquecimento global. Participaram da Conferência, com poder de voto, os Estados Nacionais que são signatários da Convenção e/ou do Protocolo de Kyoto, por meio de suas delegações. Outros países marcaram presença no encontro como observadores, assim como as ONGs. A JBS foi convidada pela FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - para participar deste encontro no Pavilhão do Brasil. O foco da JBS Brasil, na ocasião foi destacar a importância do Agronegócio Brasileiro como um dos mais competitivos do mundo e esclarecer que o Brasil não é um grande emissor no setor energético. 80% da energia brasileira é gerada por usinas hidrelétricas, integralmente renovável. Há, ainda, a ampla utilização do etanol, biomassa, do carvão vegetal e do biodiesel como energia. O Brasil construiu uma matriz energética limpa, baseada em fontes hidráulicas e em biocombustiveis. O Brasil já utiliza 46% de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 12%, ante 6% nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de acordo com a FIESP.

A JBS divulgou neste encontro a sua posição frente às questões de sustentabilidade na cadeia produtiva da carne. O principal foco na foi informar, durante a COP 15, os “Nossos Valores na Produção da Carne” desde as nossas premissas, prioridades até a nossa posição de empresa protagonista nos setores em que atua quando o tema é a sustentabilidade. No decorrer do encontro a JBS apresentou ainda todas as ações de sustentabilidade já realizadas pela Companhia desde 2000 e seus compromissos com a sustentabilidade para os próximos 5 anos, tais como redução de emissões de gases de efeito estufa, utilização da biomassa como fonte de geração de energia, utilização de biodiesel na frota de caminhões, programa de larga escala de reflorestamento para suprir demanda de energia, Compromisso com o Desmatamento Zero ilegal, Implementação do SGA Sistema de Gestão Ambiental nas unidades e apoio ao sistema brasileiro de rastreabilidade.
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